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Multimídia, Leitura & um pouco de semiótica: Os três tipos de leitor

]O post de hoje foi motivado por uma conversa entre eu e minha amiga Mariana. Falávamos da leitura e seus novos suportes e estruturas para com o texto escrito e sobra a influência desses novos elementos na vida das pessoas. Nessa conversa foram levantados questionamentos sobre o fim dos livros impressos com a popularização dos novos formatos, tipo os ebooks. A discussão foi muito bacana e somando aos conhecimentos obtidos através da leitura do texto da grande semioticista Lúcia Santaella[Adoooooro] resolvi escrever sobre os tipos de leitores, assim justificando que o livro tradicinal NUNCA perderá seu espaço, pois trata-se da questão da preferência, uns preferem ler na internet e outros não trocam um bom livro por nada[meu caso].

Os três tipos de leitor

1-Leitor Contemplativo:

Estar diante de livros, seja diante de uma pequena estante ou numa biblioteca e até mesmo

em uma banca de jornais, onde podemos encontrar algum material de leitura, nos leva a algumas transformações sensoriais. Quando estamos diante de livros, quando há algum que realmente desperte um interesse maior, desejamos ficar ali e até perdemos a noção do tempo e também para entrar em sintonia com eles devemos adquirir uma postura contemplativa diante dele. Nesse momento, como ressalta autora, os sentidos reinam soberanos, principalmente a visão. São os livros que passam a nos conduzir, é quando estamos em suas mãos, mas, por outro lado, depois que o lemos passa a ser nosso e o mesmo passa a fazer parte de nós e temos a possibilidade de consultá-lo quantas vezes achar necessário. Assim acontece quando estamos diante de pinturas, gravuras, obras de arte em geral em que a contemplação se faça necessária.

2-Leitor Fragmentado(movente):

Ao mesmo tempo em que podemos “frear” o tempo e contemplar o que esta exposto, tem a habilidade de fazer leituras rápidas (scanning/skimming) de jornais ou noticiários televisivos, das inúmeras imagens que vemos espalhadas pelas cidades, tornando essa forma de leitura ágil, pois o mundo da atualidade não nos permite perder tempo. Daí, captamos várias mensagens e dispensando a grande maioria fazendo com que não tenhamos tempo para contemplar os livros, pois as próprias imagens não permitem que as exploremos com a devida tranqüilidade. Tudo circula com muita velocidade e em movimento frenético. Há uma isomorfia entre o modo de o leitor se mover na grande cidade, o movimento de trens, carros e câmeras de cinema, que as reproduzem. Estes frutos da industrialização refletem-se em cinemas e jornais.

3- Leitor Virtual:

Sem dúvida a mais espetacular e atual modalidade de leitor, o virtual, um leitor que não lida mais com a concretude e permanência dos livros, dos jornais, e das imagens. Agora para ser esse leitor devemos estar abertos e disponíveis para um mundo inesgotável de informações, adquirindo, a cada dia, mais habilidade em penetrar nessa rede, mas também muitas vezes me perdendo nela. Links que se abrem, que por muitas vezes são irrecuperáveis, como se estivéssemos caminhando em uma mata densa em que em algum momento não soubéssemos que trilha tomar para recuperar o percurso feito numa leitura. Se já havíamos reavaliado nosso conceito de tempo, que era lento e tão contemplativo e se modificou com a industrialização, com a reprodução de imagens e a rapidez da imprensa, agora ele está totalmente mudado, e a qualquer hora e em qualquer espaço tomamos posse de uma informação tornando-nos autônomos na sua procura.

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