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A relação entre a Defensoria Pública e o trabalho de Relações Públicas

em 28 de agosto de 2012

É defeso o direito de todo ser humano ter qualidade de vida, saúde, educação e sobretudo, direito a segurança e liberdade. A esta liberdade, quem deve zelar sempre além do próprio ser humano, de saber os limites onde esta acaba e inicia a do outro.

Para garantia desses como garante a nossa Constituição Federal e outros direitos, há a necessidade de criação de órgãos, tanto reguladores quanto asseguradores de liberdade em sua amplitude. A vida é repleta de situações que nos levam a cometer erros, às vezes, pensado ou não e nos é dada uma segunda chance, tanto de recomeçar quanto de responder de forma justa por todo e qualquer ato de irresponsabilidade ou à própria margem da lei que nos regulamenta.

Nem todos tem condições de garantir a própria defesa, daí entra o estado e seu papel como prestador de assistência ao cidadão, lhe oferecendo a garantia de defesa jurídica integral e gratuita a toda a população que venha a precisar deste serviço, pois sabe-se que processos sempre demandam despesas muitas vezes altas e muitos não podem e não estão dispostos a custear, principalmente oportunizar os que mais necessitarem.

É deste órgão a responsabilidade de nos representar juridicamente e concretizar de forma mínima este dever do estado de garantir o que está prescrito em nossa máxima e ampla carta magna de direitos. Não podendo negar qualquer pessoa ou problema que for apresentado.

E nesta esfera federal que podemos contar com a Defensoria Pública, pois seus trabalhos incluem estado e governo federal, ou seja, é portadora da capacidade de orientação e postulação e defesa de interesses e direitos dos cidadãos. Ações de família, cíveis, criminal, trabalhista, alimentícia, separação, divórcio, não importa, pois sempre poderemos contar com essa ajuda da tão falada justiça. E seu papel não fica limitado somente às ações, mas principalmente atua na orientação de casos e conciliações, apontando possíveis soluções e medidas a serem tomadas.

E nesta esfera federal que podemos contar com a Defensoria Pública, pois seus trabalhos incluem estado e governo federal, desenvolvendo trabalhos que incluam instâncias administrativas, federais, eleitorais, , trabalhistas, STF, justiça do trabalho e outras instâncias da União, ou seja, uma verdadeira portadora da capacidade de orientação e postulação e defesa, garantindo que tenhamos direito de ter direitos.

Se a Defensoria Pública é tida como um verdadeiro meio de acesso do cidadão à justiça, qual a perspectiva do profissional de relações públicas neste processo?

O relações públicas é o profissional da comunicação capacitado à lidar com as mais diversas rotinas. É dele a importância de gerir a comunicação e o relacionamento dos mais variados públicos e setores da sociedade. Uma de suas características mais fortes é o fato deste ser um generalista e como generalista, deve pensar de acordo com a instituição que representa.

Identificar os nodos da comunicação entre o cidadão e a própria justiça, neste processo deve ser a prioridade máxima tanto de quem toma conta de assessorias de comunicação, como de quem gere comunicação interna e externa. É uma tarefa árdua, sim, mas nada impossível de se realizar, se colocarmos sempre em mente a necessidade de pensar o ser humano e de pensar em melhores estratégias para trabalhar tanto as relações como o próprio andamento dos trabalhos da Defensoria Pública.

Neste aspecto, temos como base as perspectivas de um comunicador que deve estar sempre pronto a não somente identificar crises de imagem, reputação e afins, mas como imediatamente ou antes de qualquer crise ou problema de informação, saber lidar sempre com a mais absoluta transparência em sua comunicação, observando o fato de que em nosso país a realidade moral e social nos leva a sempre duvidar de tudo, da veracidade das coisas e principalmente da imagem das instituições provedoras de justiça, que infelizmente andam com sua reputação arranhada.

Sabendo-se disso, o relações públicas, deve estar sempre informado, preparado a atuar e estar frente aos públicos, fazendo uma “ponte” entre a organização e a sociedade em geral. Manter sempre a ética no ambiente de trabalho e no próprio trabalho é essencial, portanto, na Defensoria Pública e o trabalho do relações públicas, um complementa o outro, pois sem comunicação clara, sem verdade não há justiça. Se há relações públicas, há seres humanos e sem eles nada é possível.

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