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Multimídia & Cinema: O fabuloso destino de Amélie Poulain

Sem dúvidas, este foi um dos filmes mais bacanas que vi em toda minha vida. A pureza e a beleza das coisas simples da vida e de como pequenos atos com o outro, nos permitem uma mudança de vida. Vamos nos permitir ser como Amélie?

Assista o Trailer

Ficha Técnica:

Título Original: Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain
Gênero: Comédia

Tempo de Duração: 120 minutos

Ano de Lançamento (França): 2001
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Produção: Jean-Marc Deschamps
Música: Yann Tiersen
Fotografia: Bruno Delbonne
Desenho de Produção: Aline Bonetto
Direção de Arte: Volker Schäfer
Figurino: Madeline Fontaine e Emma Lebail
Edição: Hervé

O filme trata da história de vida de Amélie desde sua infância complicada, entre as manias e histerias de seus pais e de seu peixinho que tenta suicídio por diversas vezes. Amélie era uma criança solitária e vivia praticamente isolada das pessoas. Vivia fechada em seu mundo. Ela era carente de amor, de carinho de pai e de mãe, coisa que futuramente poderia causar certo tipo de dependência emocional ou dificuldade de encarar o mundo como ele é, cheio de desafios e perigos e foi com isso que ela cresceu. Mas ela acaba dando a volta por cima e mostrando que se pode dar a volta por cima e que vale apena a busca pelo amor e pela felicidade do outro. A garotinha esquisita, agora jovem, trabalha num restaurante como garçonete e convive com pessoas de todos os tipos e com os mais diversos problemas, inclusive uma hipocondríaca que trabalha no mesmo local que ela. Após encontrar uma pequena caixa contendo coisas de criança, memórias possíveis do último morador de seu apartamento, e apartir daí, ela inicia sua trajetória com objetivo de ajudar as pessoas e acaba descobrindo um sentido para sua vida, que é servir como instrumento para fazer as pessoas mais felizes. Ela se comove com as histórias e como as pessoas sentem-se felizes com aqueles pequenos atos que ela realiza, mas que surtem efeitos grandiosos, pequenas e simples coisas da vida que são capazes de extinguir as aflições de qualquer um.
Contraditoriamente, ao mesmo tempo em que ela se dedica a essa causa, se depara com um conflito interno: como ajudar os outros e não conseguir ser realizada emocionalmente?
Ela não imaginava que o destino seria favorável e lhe concederia a oportunidade de encontrar o amor de sua vida, um rapaz que mantia uma pequena obsessão por colecionar em um álbum fotos 3×4 cortadas, de pessoas desconhecidas encontradas em um terminal público de fotografias que ficava dentro do metrô da cidade de Paris.
O filme é um verdadeiro poema visual e nos traz à reflexão de que o ser humano é algo que fabula, ou seja, é um ser capaz de mutação da realidade em que nos encontramos para uma realidade que existe apenas em nossa imaginação e que ainda existem pessoas boas no mundo, pessoas que se preocupam com o bem estar do outro e não só preocupados consigo mesmo.
Cinco palavras descrevem este primor cinematográfico, doce, ingênuo, comovente, universal e poético! Uma ótima indicação para um sábado a noite com a família.

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Multimídia & Cinema: Persona – Quando duas mulheres pecam

O seguinte texto traz as reflexões que eu fiz da obra prima do sueco Ingmar Bergam. O filme é de 1966 e é como o próprio Bergman disse, um verdadeiro poema visual. Confesso que Persona mexeu comigo de uma forma que cheguei a refletir sobre a minha vida e sobre alguns aspectos importantes dela no que diz respeito àquilo que sou e àquilo que quero ser e o também sobre àquilo que os outros pensam que sou. Foi muito, muito forte. Tive que assistir umas três vezes pra entender de forma concreta. A cada “assistida”, eu ia tendo uma concepção diferente da obra, até chegar na concepção final.

Quando duas mulheres pecam…

Num primeiro momento, ao ver Persona e sua intro psicodélica e surreal, me parece confusa, porque essa construção de signos desconexos começa a ser compreendida a partir do momento que passamos a analisar e interpretar o filme do contexto reflexivo, em seus mínimos detalhes, com isso começamos a desvendar os signos e para o seu entedimento cria-se a necessidade de releitura da obra se a mesma não for apreciada com muita atenção.

A escolha de calar ou de falar feita respectivamente por Elisabeth Vogler e sua enfermeira nos leva a reflexão sobre nós mesmos, ocasionando uma identificação com as personagens, onde podemos destacar a crise que Elisabeth enfrentou, pois de uma hora para a outra ela resolve calar-se diante das convenções humanas, o que talvez para ela, caracterizasse uma verdadeira válvula de escape, uma fuga.

Assumimos diversas máscaras para a sociedade, pois para nós parece bastante conveniente e natural, agir de acordo com determinadas regras, lugares e dogmas sociais que a própria sociedade nos impõe.

A partir da compreensão da fantástica obra, passamos a nos questionar sobre o que realmente somos. Nossos egos tornam-se superegos, máscaras(personas) que usamos para nos defender e também a relação e a forma de como essas questões nos afetam.

Elisabeth Vogler, considerada com louca sem ao menos apresentar qualquer tipo de patologia clínica, é acometida por um surto emocional durante a apresentação do espetáculo teatral Elektra, que coincidentemente resolve também não falar mais. A atriz fica sob os cuidados da atenciosa enfermeira Alma que é completamente o oposto de sua paciente, pois fala muito, fala pelas duas juntas. A convivência faz com que elas fiquem amigas e Alma, afeiçoa-se tanto por Elisabeth, que resolve compartilhar diversas experiências de sua vida, inclusive as dolorosas. O que Alma não imaginava era que acabaria tornando-se um mero objeto de estudo para sua protegida. Este fato revela uma reviravolta na trama, pois antes a doente era Elisabeth, mas agora Alma começa a se incorporar de forma surpreendente o universo de sua protegida, com isso, as duas passam a se integrar de tal forma que os papeis se invertem e as personalidades se fundem, dando a ideia de se tratar de uma pessoa apenas. E neste momento crucial, nesta simbiose que passamos a observar que diferentemente de como pensávamos, Elisabeth não é a protagonista, mas sim as duas compõem o núcleo de protagonistas.

Bergman mostrou, quebrou paradigmas pela forma inovadora de desenvolver a trama das máscaras para a década de 60 e nos permitiu repensar a nossa forma de ver o cinema não somente como a arte em si, mas também como um instrumento de profunda reflexão, de abrir nossos pensamentos e é onde entra a explicação da escolha das imagens do início do filme, agora vê-se o sentido para a imagem da mão sendo furada, fazendo relação com a crucificação de Jesus Cristo, a ovelha morta e o órgão sexual.

Diante da grandeza desta obra, deste verdadeiro poema visual segundo o próprio cineasta, ficamos com a seguinte conclusão de que a vida é feita de personas, ou seja, as máscaras e que não tomamos o devido cuidado ao confiar em pessoas, em nossas costas, não apresentam sua face verdadeira frente a sua essência e nos deixamos levar, o que acaba colaborando para nossas decepções. É importante ressaltar que quando expomos demais a nossa ALMA nos entregamos às ilusões do mundo, nos tornamos pessoas ocas de sentimentos, infelizes e irrealizados. De certa forma, em alguns aspectos, a humanidade não possui justificação o que nos caracteriza como seres absurdamente falhos e isso muitas vezes nos faz tomar a mesma atitude que Elisabeth teve, escolheu o silêncio como forma de proteção de si mesma para com o mundo.

LINK PARA DOWNLOAD

PARTE 1

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PARTE 2

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Multimídia & Eventos: Inscrições abertas para a Mostra Cinema e Direitos Humanos

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República com produção da Cinemateca Brasileira abriu inscrições até o dia 2 de agosto para a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul – será dedicado a obras com intuito de abordar questões sobre os direitos humanos na América do sul. A mostra ficará em exibição do dia 8 de novembro até 15 de dezembro e percorrerá 20 cidades do Brasil: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, São Luis e Teresina.

Para serem selecionadas, as obras deverão ter sido realizadas em países sul americanos, e ter sido finalizadas a partir do ano de 2007 e com conteúdo que contemple os Direitos Humanos. Não há restrição quanto a duração, gênero ou suporte de captação/finalização do material, é importante salientar que as cópias deverão ser enviadas em formato de DVD e conter sinopse, foto, ficha técnica e contato a ser enviado para:

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Cinemateca Brasileira
Endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207, São Paulo/SP
CEP: 04021-070
Mais informações: (11) 3512.6102 ou pelo e-mail contato@cinedireitoshumanos.org.br
O regulamento e a ficha de inscrição podem ser encontrados através do site: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/

Os vencedores das obras mais votadas pelo público de cada categoria – longa, média e curta-metragem – levarão o Prêmio Aquisição TV Brasil.

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