Multimidia Luv Life

Meu diário Multimídia

Escolhendo uma área dentro da sua profissão

Post originalmente publicado no Blog Pyrsona Brand House em parceria com @Calazans

 

Essas dicas são para quem já está cursando comunicação. Lá pelo 5º semestre você começa a se perguntar (ou já está se perguntando) em que área atuar dentro da sua profissão.

Costumo dizer que profissão é igual futebol. O jogador precisa escolher em qual posição vai jogar, mesmo aqueles que jogam bem em todas as posições escolhem uma ou umas para atuar. Na comunicação não é diferente, na minha área (publicidade), por exemplo, existem varias outras segmentações para atuar, como redação publicitária ou atendimento.

Não é uma tarefa fácil escolher uma segmentação, também não há formula pronta para isso, mas eu vou dar umas dicas que aprendi na marra depois de passar por vários estágios antes de descobrir o que realmente queria fazer.

Escolhendo o que você não quer fazer.

Sei que é difícil escolher uma segmentação quando se tem várias opções, foi assim comigo e acredito que deve ser assim com muita gente. A primeira coisa que aprendi foi o que eu não queria fazer da minha vida. Eu não queria nada em que eu tivesse que usar corel draw, photoshop, illustrator e outros softwares de edição e vetorização de imagens.

Cheguei a essa conclusão quando tive que estagiar em uma cooperativa de crédito e lá eu tinha que ser o designer/ilustrador/arte finalista. Quando me candidatei à vaga eu achava que as experiências que havia tido na universidade eram o suficiente para me tornar um. No dia-a- dia do trampo eu me irritava, não com o trabalho,  mas com a exigência que a função me pedia e que eu não tinha o fascínio em aprender.

Ao sair do estágio separei uma lista de coisas em que eu não tinha habilidade ou que não me causavam interesse e comecei a pesquisar sobre as áreas que necessitavam dessas características e fui descartando da minha lista, mesmo que isso significasse ficar um bom tempo sem estágio por não haver vagas na área que eu queria.

Amigos e família são para falar na cara.

Amigos e família o conhecem muito bem, então que tal perguntar a eles quais são seus defeitos e qualidades?

Sei que parece óbvio dar essa dica, mas você irá se surpreender com as respostas deles. Coisas que você nem imagina que pensam sobre você irá surgir, assim como as que você já está careca de saber. Isso ajuda na hora de escolher áreas que exigem, digamos “habilidade humana”. Características como ser simpático, prestativo, paciente… são fundamentais em publicidade para ser um bom atendimento. E foi naquele momento eu descobri que não era.

Amigos de faculdade e professores também são para falar na cara.

Não adianta, você vai ter que mostrar o que sabe fazer pra essa gente. É igual ao que foi dito na dica acima só que dessa vez é preciso mostrar as suas produções acadêmicas ou trabalhos se você já fez algum.

Essas pessoas vivem o dia-a-dia do curso e da profissão por isso saberão dar a opinião que você precisa. Faça um filtro antes. Escolha aqueles que você considera os melhores, com opiniões relevantes nas discussões em sala de aula, professores que trabalham na área e não só dão aula.

Não é porque você não sabe ou não tem que não poderá ser um dia.

Você não será diagramador, assessor de imprensa ou a área que escolher pro resto da sua vida. As pessoas mudam, as profissões mudam e você não vai ficar sendo a mesma pessoa sempre. Se hoje você não tem um conhecimento específico ou habilidade para uma determinada função não quer dizer que daqui a algum tempo não terá. Há dez anos a profissão de analista de mídias sociais não existia, portanto estudar sobre o mercado local e global, sobre a evolução de nossas profissões, bater um papo com seus professores e profissionais que já estão atuando na área pode ajudar na tomada da decisão.

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Multimídia, Leitura & um pouco de semiótica: Os três tipos de leitor

]O post de hoje foi motivado por uma conversa entre eu e minha amiga Mariana. Falávamos da leitura e seus novos suportes e estruturas para com o texto escrito e sobra a influência desses novos elementos na vida das pessoas. Nessa conversa foram levantados questionamentos sobre o fim dos livros impressos com a popularização dos novos formatos, tipo os ebooks. A discussão foi muito bacana e somando aos conhecimentos obtidos através da leitura do texto da grande semioticista Lúcia Santaella[Adoooooro] resolvi escrever sobre os tipos de leitores, assim justificando que o livro tradicinal NUNCA perderá seu espaço, pois trata-se da questão da preferência, uns preferem ler na internet e outros não trocam um bom livro por nada[meu caso].

Os três tipos de leitor

1-Leitor Contemplativo:

Estar diante de livros, seja diante de uma pequena estante ou numa biblioteca e até mesmo

em uma banca de jornais, onde podemos encontrar algum material de leitura, nos leva a algumas transformações sensoriais. Quando estamos diante de livros, quando há algum que realmente desperte um interesse maior, desejamos ficar ali e até perdemos a noção do tempo e também para entrar em sintonia com eles devemos adquirir uma postura contemplativa diante dele. Nesse momento, como ressalta autora, os sentidos reinam soberanos, principalmente a visão. São os livros que passam a nos conduzir, é quando estamos em suas mãos, mas, por outro lado, depois que o lemos passa a ser nosso e o mesmo passa a fazer parte de nós e temos a possibilidade de consultá-lo quantas vezes achar necessário. Assim acontece quando estamos diante de pinturas, gravuras, obras de arte em geral em que a contemplação se faça necessária.

2-Leitor Fragmentado(movente):

Ao mesmo tempo em que podemos “frear” o tempo e contemplar o que esta exposto, tem a habilidade de fazer leituras rápidas (scanning/skimming) de jornais ou noticiários televisivos, das inúmeras imagens que vemos espalhadas pelas cidades, tornando essa forma de leitura ágil, pois o mundo da atualidade não nos permite perder tempo. Daí, captamos várias mensagens e dispensando a grande maioria fazendo com que não tenhamos tempo para contemplar os livros, pois as próprias imagens não permitem que as exploremos com a devida tranqüilidade. Tudo circula com muita velocidade e em movimento frenético. Há uma isomorfia entre o modo de o leitor se mover na grande cidade, o movimento de trens, carros e câmeras de cinema, que as reproduzem. Estes frutos da industrialização refletem-se em cinemas e jornais.

3- Leitor Virtual:

Sem dúvida a mais espetacular e atual modalidade de leitor, o virtual, um leitor que não lida mais com a concretude e permanência dos livros, dos jornais, e das imagens. Agora para ser esse leitor devemos estar abertos e disponíveis para um mundo inesgotável de informações, adquirindo, a cada dia, mais habilidade em penetrar nessa rede, mas também muitas vezes me perdendo nela. Links que se abrem, que por muitas vezes são irrecuperáveis, como se estivéssemos caminhando em uma mata densa em que em algum momento não soubéssemos que trilha tomar para recuperar o percurso feito numa leitura. Se já havíamos reavaliado nosso conceito de tempo, que era lento e tão contemplativo e se modificou com a industrialização, com a reprodução de imagens e a rapidez da imprensa, agora ele está totalmente mudado, e a qualquer hora e em qualquer espaço tomamos posse de uma informação tornando-nos autônomos na sua procura.

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Multimídia, Compreensão & Interpretação: A importância da leitura

Tive a oportunidade de conhecer uma pessoa maravilhosa chamada Joelson Beltrão, um jovem apaixonado pelo universo das Letras e da Literatura, enfim, mais um amigo que veio pra somar na minha vida. Eu e ele, entre uma conversa e outra no emessene, resolvemos escrever um texto colaborativo. Surgiram vários temas, mas o tema escolhido veio a calhar com o grande evento, a Feira Pan-Amazônica do Livro realizada todos os anos aqui em Belém do Pará.

A experiência de escrever com o Joelson foi muito bacana e sem dúvida, foi uma das melhores da minha vida. Teremos 4 anos juntos, assim, esperamos que muitas outras experiências boas aconteçam.

Chega de enrolação… Eis o texto:

A Importância da Leitura

A leitura sempre será uma das atividades que influenciarão na formação socioeducativa de qualquer indivíduo. A mesma deve ser introduzida na infância, pois quando o hábito de ler é iniciado nesta fase, as consequências serão melhores e mais produtivas. Ler significa a transposição da realidade para outro universo. A imaginação toma conta dos sentidos, é onde se pode voar, enfim, ter a capacidade de poderes especiais. É nela que você entra em um mundo pessoal, subjetivo e único. O indivíduo que lê, tem diante de si um leque de vantagens das mais variadas possíveis e este hábito proporciona maior conhecimento de mundo, onde você pode discutir temáticas das mais polêmicas às mais comuns.

O vocabulário pessoal se torna melhor, pois a leitura tem o poder de mostrar palavras novas, palavras diferentes, ás vezes até fora do usual. A própria ortografia é uma das mais privilegiadas e também a gramática enriquece, ao passo que a pessoa começa a conhecer a escrita correta das mesmas e os erros paulatinamente, são deixados para trás.

As produções textuais de todas as modalidades de textos tornam-se mais ricas, produtivas, com uma expectativa de coesão e coerência melhor. Até no ramo profissional, há diferenças na hora de admitir ou não um colaborador, pois hoje, as empresas estão mudando sua política de admissão interna: como uma empresa vai contratar alguém que não sabe dizer quem é , em uma redação de 30 linhas?  E mais: de forma coesiva e com uma progressão de idéias?

O brasileiro está, atualmente, em um dos últimos lugares dos países mais lêem. Essa falta de leitura, percebemos melhor na situação que se encontra a faixa etária infanto-juvenil.

Profissionais da área da educação aconselham os pais a iniciar seus filhos na leitura desde o momento da gestação, lendo histórias infantis e textos lúdicos para despertar logo de início o interesse pela leitura, este dado faz parte de pesquisa científica, o que nos leva a apoiar este hábito.

Hoje, temos crianças e adolescentes que não se interessam pela leitura por culpa de educadores que não fazem dessa, uma atividade presente na prática pedagógica das disciplinas e os pais podem ser os culpados por sua inércia, não despertam o interesse pela mesma na rotina educativa familiar. Pais também são agentes de educação fundamentais.

A imaginação daquele que lê dá ampliação aos benefícios que o ato de permite. O prazer de se transportar para aquele ambiente do texto vai além da imaginação. Essa experiência permite também que ao mesmo tempo em que estamos obtendo conhecimento através daquilo que se está lendo, temos a possibilidade de reflexão sobre o texto e conseqüentemente sobre a vida.

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