Publicado por: mylamultimidia em: 27 27America/Belem novembro 27America/Belem 2011
Publicado por: mylamultimidia em: 24 24America/Belem outubro 24America/Belem 2011
Publicado originalmente no Blog Mídia Cidadã 2011
“Nossa missão é alimentar a sociedade com informações verdadeiras, sem privilegiar interesses de terceiros”. Esse foi um dos pontos apresentados pelo jornalista e sociólogo Lúcio Flávio Pinto durante a Conferência de Abertura do Mídia Cidadã 2011, intitulada “Como comunicar a verdade da Amazônia”, realizada na quinta-feira, 20.
“A verdade é um meio de libertação, mas muitas vezes essa verdade é reprimida. Os jornalistas não podem se intimidar diante da verdade. Nós, comunicadores, temos o direito e o dever de falar a verdade, de falar os fatos sem ter a possibilidade de eles serem contestados”, afirmou o fundador do Jornal Pessoal, criado há mais de vinte anos e que circula até os dias atuais. O impresso se destaca por não possuir vínculo a nenhum grupo político e/ou empresarial.
A configuração político-econômica da Amazônia também foi discutida pelo jornalista. Em relação ao processo de desmatamento e o desenvolvimento da região, Lúcio afirmou que na Amazônia, quanto mais notável o desenvolvimento, maior é a colaboração para o desaparecimento dos recursos naturais, e a falta de compromisso da grande mídia com a verdade contribui para o processo. “As pessoas tem medo da floresta, elas tem raiva e querem transformá-las de acordo com a sua maneira e estilo de vida”, opina Lúcio Flávio Pinto.
O jornalista ainda questionou a existência da opinião pública na Amazônia e como isso implica na sua prática do jornalismo: “o que importa é saber o que está por trás de uma palavra de ordem, pois podemos estar cometendo um terrível erro, um terrível julgamento. Não podemos ser coniventes com mentiras e até mesmo com as ‘falsas verdades’ ou com as ‘mentiras bem contadas’ que nos impõem”, ressalta Lúcio.
Publicado por: mylamultimidia em: 19 19America/Belem outubro 19America/Belem 2011
As rádios comunitárias configuram um novo modelo de democracia e cidadania no Brasil. Um fenômeno crescente, que veio para dar voz aqueles que, por muitas vezes são excluídos pelo poder público e que também representam um grande empecilho, atentando contra a democracia, à censura e até mesmo contra a liberdade de expressão, um dos mais importantes direitos dos seres humanos.
O segundo dia do I Seminário Regional da ALAIC – Bacia Amazônica, que foi realizado no Centro de Eventos Benedito Nunes (UFPA), iniciou-se com o Colóquio de Rádios Comunitárias. Contou com a presença de professores de diversas universidades, inclusive da Colômbia e Equador, teve também a presença de lideranças e autoridades envolvidas com Rádios Comunitárias internacionais, João Paulo Malerba, docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O convidado Angelo Madson, paraense, militante, ativista e representante de veículo de radio difusão livre, contou um pouco de sua experiência, sobre as perseguições, processos que sofreu. Ele fez questão de enfatizar que o coronelismo eletrônico presente principalmente na região amazônica, dificulta todo o processo de inserção da comunidade, pois além de limitar a participação da população, mantém um monopólio da comunicação, onde grandes veículos ficam com a maior parte dos canais, promovendo o chamado oligopólio da comunicação, ou seja, os veículos poderosos querem sempre ter exclusividade, não dando espaço e nem voz ao movimento da radio difusão libertária. Angelo defende a desobediência civil como uma forma de se comunicar com a comunidade, já que as exigências das teles e órgãos regulamentadores são absurdas e extremamente burocráticas, o que o mesmo considera que o viés social da rádio comunitária deve ser respeitado e resguardado, uma forma de protestar contra o que é imposto, e que ele não considera como ilegal.
“É importante deixar claro que o termo Rádio Comunitária não existe apenas uma forma de definição, mas uma das definições mais aceitas são a facilitação do acesso a democracia através das ondas sonoras e que, principalmente produzem informação e cidadania a nível local, priorizando elementos como, ética, diálogo entre a sociedade, política, gestão pública integral e governo. Um verdadeiro desafio a ser cumprido”, finalizou o professor João Paulo Malerba.
A nível regional, as rádios comunitárias atuam como verdadeiras protagonistas de ação social, não visam lucros ou qualquer outro tipo de beneficiamento além de caracterizarem-se como meios de comunicação e informação popular, produzido, vivenciado dentro da sua realidade, sem máscaras ou manipulações. Na opinião da professora Rosane Staibrenner, os objetivos principais da iniciativa são promover informação limpa e valorizar a comunidade.
Contando com aproximadamente 300 emissoras de radio difusão livre, a Amazônia se mostra com grande potencial, mas com um dilema entre a qualidade da produção e a responsabilidades dos idealizadores e administradores dos veículos locais, devido a falta de estrutura, difícil acesso, muitos dessas rádios são os únicos meios de comunicação em diversas cidades do interior.
José Miguel Gonzalez, da Pontifícia Universidad Javeriana, na Colômbia, classifica que as rádios comunitárias, não devem ser confundidas com a pirataria, pois além de romper barreiras da comunicação e cidadania e seu forte papel social de dar voz ao povo. Esse processo de mediatização da periferia é um dos elementos chaves para o modelo de desenvolvimento social, que age de dentro para fora.
Há a preocupação com a necessidade de se promover capacitações éticas, política e responsabilidade com os gestores e demais envolvidos com rádios comunitárias. Estar diante de veículos desse porte requer preparação, equilíbrio e principalmente noção de responsabilidade, pois assim como outro veículo de comunicação, os trabalhadores e funcionários além de comunicadores, são formadores de opinião e a eles deve-se todo um trabalho de preparação diferenciada.
Publicado por: mylamultimidia em: 16 16America/Belem outubro 16America/Belem 2011
Foi dada a largada para as ações do movimento mundial “Outubro Rosa” , que visa chamar atenção para a triste realidade do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, para poupar a vida de milhares e milhares de mulheres no mundo inteiro.
Um mês que se torna especial, pois além de divulgar a campanha, serve para tornar sérios os debates sobre a doença que corresponde a 15% das mortes por câncer entre as mulheres.
É importante divulgar e atentar para a doença durante os 12 meses do ano, porém, infelizmente a falta de informação ainda é a principal causa do agravo da doença, principalmente entre as famílias humildes que utilizam do serviço público de saúde, que sabemos todos que deixa bastante a desejar, inclusive muitas cidades brasileiras não tem o aparelho mamógrafo ou estão com peças sucateadas, com defeito, ou não atendem a demanda. O descaso também é um sério fator nesse processo.
Com relação a esta ação mundial, no ensejo de divulgar com graça, elegância e de maneira simples, as contribuições vem de toda parte. Sejam elas através de órgãos públicos que se embelezam através de iluminação rosa, nas mais diversas nuances, os seus monumentos, pontos turísticos, locais históricos, objetivando não somente mostrar a importância da luta contra o câncer, mas também é uma forma de mostrar preocupação, homenagear e dar apoio à valorização da mulher como um dos mais especiais seres.
Como se trata de um movimento popular, o Outubro Rosa conta com a participação de todos. Se você é homem e gostaria de participar, não se acanhe, preste sua homenagem e manifeste seu acolhimento à causa. A responsabilidade de divulgação e de cuidar de quem amamos é nossa, portanto entre nessa, mesmo que seja de forma anônima, ou mesmo incentivando alguém a fazer o autoexame, por exemplo.
A campanha começou dia 12 deste mês e você pode participar fazendo fotos, comentando , gerando e mobilizando ações para conscientizar suas amigas, sua namorada, mãe, avó… A melhor forma de prevenção é a divulgação, portanto, utilize o rosa e espalhe a conscientização!!
Participe do evento no Facebook, inscreva-se no canal do Youtube e use a Fita Rosa no seu avatar do Twitter e Facebook!
Até o Blog da PGA está participando dessa campanha!